Cientistas identificam gene que pode estar associado ao alcoolismo

Jornal Nacional
A pesquisa realizada no Reino Unido mostrou que os ratos com a alteração genética não mediram esforços para obter álcool.

Um estudo realizado por cientistas do Reino Unido foi recebido como um avanço importante nas pesquisas sobre o alcoolismo. Quem explica é o correspondente Roberto Kovalick.

No bar, o garçom dá opção: bebida com ou sem álcool. Foi mais ou menos isso que os cientistas fizeram.
Eles ofereceram dois potes para ratos de laboratório: um somente com água e outro com água e 10% de álcool, graduação um pouco menor do a que a de uma taça de vinho.

Os ratos com a mutação genética preferiram a taça com o álcool. Os demais beberam apenas água.
Os maiores efeitos da alteração no gene foram encontrados na área do cérebro responsável pelo controle dos prazeres, emoções e recompensas.

A pesquisa mostrou que os ratos com a alteração genética não mediram esforços para obter álcool. Eles até aprenderam a apertar um botão que liberava a bebida e repetiram isso até ficarem embriagados e com alteração nos movimentos.

O professor Quentin Astee alerta que, nas pessoas, há vários fatores que levam ao consumo excessivo de álcool. Mas, se esse gene funcionar da mesma maneira em um cérebro humano, será, no futuro, um excelente alvo para remédios contra o alcoolismo.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)