Consumo exagerado de comidas e de bebidas alcoólicas prejudica a saúde

Secretaria de Est. da Saúde do Distrito Federal
Festas de fim de ano são incentivo aos abusos

As festas de fim de ano são marcadas por presentes, comidas gostosas, confraternização e muitas bebidas alcoólicas. Ninguém consegue resistir a, pelo menos, uma taça de vinho. O problema é quando o consumo de álcool passa a ser excessivo.

“É no exagero que começam os problemas e se estragam as festas. As comidas gordurosas e os doces causam os distúrbios abdominais, as bebidas alcoólicas provocam todas as situações que conhecemos, agravam as doenças que a pessoa já tenha e muitas vezes, levam ao pronto socorro ou coisa pior”, avalia o médico generalista Guilherme Aroeira. Ideal é a pessoa controlar o consumo dessas coisas para garantir que o ano novo comece bem.

Nesses dias de quebrar regras e esquecer dietas, é possível conhecer os próprios limites do que seja “comer e beber socialmente”. Segundo publicação da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), uma “dose” corresponde a uma latinha ou 350 ml de cerveja, uma taça ou 90 ml de vinho ou 25 ml de destilados. O risco de desenvolver abuso ou dependência pode ser calculado pelo número diário de doses que a pessoa ingere. Uma dose, risco baixo; duas doses, risco médio; três doses, risco moderado; quatro doses, risco em crescimento; cinco ou mais doses, risco avançado.

Os efeitos do álcool no organismo são “tóxicos, lentos e cumulativos” sobre todos os tecidos e órgãos do corpo humano. Seu efeito mais visível é associado a grande parte dos acidentes e violências de todo tipo, tanto em área urbana como rural, mas isso não é tudo.

Doenças do fígado, coração, pâncreas e sistemas neurológicos atingem em maior número as pessoas que consomem álcool frequentemente, associado ou não ao fumo, e são agravadas com o incentivo ao consumo ocasionado pelas grandes festividades.

Nos sistemas neurológicos, o álcool provoca a diminuição da acuidade visual e da noção de espaço e direção que, no início, costuma parecer divertida ou irrelevante. Com o tempo, porém, esse efeito torna-se permanente e gradativo pela degeneração dos tecidos.

Já o diabetes é responsável por amputações de membros inferiores, casos de cegueira e morte precoce. Ele pode ser controlado, mas pessoas com habitual consumo de álcool costumam se esquecer do autocuidado, da dieta adequada e até da medicação.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)