Abuso de drogas e de álcool é alto entre mineiros de região canadense

A desaceleração das atividades do setor econômico da mineração não é o único problema no território de Yukon, no noroeste do Canadá. A taxa de abuso de drogas e de álcool entre os trabalhadores das minas é alta. Uma pesquisa recente sobre necessidades hospitalares para Watson Lake e Dawson City descobriu que um quarto dos empregados em mineração nessas comunidades abusam dessas substâncias.

Kirk Dieckmann, do Órgão de Indenizações na área de Segurança e de Saúde dos Trabalhadores de Yukon, diz que exames pós-traumáticos feitos pelas companhias de mineração de Yukon mostram taxas similares em toda a indústria. Dieckmann diz que as indústrias da construção e de exploração relatam preocupações similares. “Empregadores estão pedindo ajuda para lidar com isso, as organizações trabalhistas estão pedindo ajuda também, os trabalhadores mesmos estão pedindo ajuda”.

Michael Hanson, o administrador governamental para temas de álcool e de drogas, diz que os empregadores precisam ensinar os supervisores sobre como lidar com a dependência e ajudar empregados na procura por tratamento, ainda que ele admita que esses serviços sejam raros na região rural de Yukon. “É o melhor?”, Hanson diz. “Provavelmente não. Poderia ser diferente? Com certeza. E é isso que nós estamos planejando”.

Dieckmann diz que o álcool é a droga escolhida pelos trabalhadores de Yukon, mas o uso de maconha e de cocaína também é comum. No entanto, ele diz que esse não é um problema só para a indústria. “Esse problema é generalizado em Yukon. É um problema da sociedade, é um problema social e nós precisamos lidar com ele como tal”.

Uso de drogas entre trabalhadores da indústria no Brasil

No Brasil, o debate acerca do uso de drogas no âmbito do trabalho também vem ganhando espaço. A preocupação é com relação às consequências negativas do abuso de drogas, que atingem tanto as empresas quanto os próprios empregados, tais como: absenteísmo, atrasos, aumento de acidentes de trabalho, conflitos e problemas disciplinares; além das conseqüências para o indivíduo trabalhador e sua família.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), desenvolveu o “Projeto de Prevenção do Uso de Drogas nas Empresas”. A primeira etapa de implantação desse projeto foi a produção do “Levantamento sobre Uso de Drogas entre Trabalhadores da Indústria”.

O levantamento relatou que, entre os trabalhadores, o uso na vida (pessoas que já ao menos experimentaram a substância uma vez na vida) de tabaco é de 38,7%; o de álcool, de 78,7%; o de medicamentos, de 87%; e o de drogas ilícitas, de 10,5% . O uso de tabaco, álcool e drogas ilícitas foi significativamente maior entre os homens. Os resultados mostraram que os homens fumam 1,5 vezes mais que as mulheres, e a chance de um homem já ter feito uso de alguma droga ilícita foi 2,5 vezes maior em relação às mulheres. O único uso maior entre as mulheres foi o de medicamentos no último ano, com 93,6% para elas, e 84,6% para eles.

Em comparação com o “I Levantamento Domiciliar sobre uso de drogas no Brasil”, conduzido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (CEBRID), com o apoio da Senad, o único aspecto que apresentou números mais elevados entre trabalhadores com relação à população total foi o uso na vida de álcool e inalantes, que foi de 88% e 6,7%, respectivamente, entre a população trabalhadora, e de 68,7% e 5,8%, respectivamente, entre a população em geral.

Para saber mais sobre o estudo,Veja Aqui
Autor:
OBID Fonte: Traduzido e adaptado de Alaska Dispatch