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Fumo passivo está relacionado à readmissão hospitalar de crianças asmáticas

Um novo estudo revela que as crianças que têm asma são muito mais propensas a serem readmitidas em hospitais dentro de um ano, se forem expostas ao fumo passivo em casa ou no carro.

Os pesquisadores do estudo, que foi publicado na revista Pediatrics, dizem que suas descobertas podem levar as companhias de seguros a incentivar os pais ou responsáveis a parar de fumar .

Liderada pelo autor Dr. Robert Kahn, do Hospital Centro Médico Infantil de Cincinnati , em Ohio, a equipe de pesquisa – também advinda do Hospital Penn State Milton S. Hershey Infantil na Pensilvânia – estudou mais de 600 crianças entre as idades de 1 e 16 anos, que foram admitidas no hospital por asma ou chiado receptivo à broncodilatação entre agosto de 2010 e outubro de 2011.

Através da medição de cotinina – substância produzida quando o corpo quebra a nicotina – no sangue e saliva das crianças, os pesquisadores foram capazes de avaliar cientificamente a exposição ao tabaco, embora eles também tenham questionado os responsáveis sobre a exposição ao tabaco.

As crianças foram acompanhadas por pelo menos 12 meses para ver se elas foram readmitidas em hospitais nesse período.

Os pesquisadores dizem que sua técnica de cotinina poderia ser usada para focar nos esforços de combate ao tabagismo, bem como para reduzir as chances de futuras hospitalizações de crianças asmáticas.

Dr. Kahn explica: “A capacidade de medir níveis de cotinina no soro e na saliva introduz a possibilidade de uma medida objetiva que pode ser obtida quando uma criança é vista no departamento de emergência ou no hospital e pode ser usada para prever internações futuras”.

Essa nova descoberta poderia ajudar algumas das 7,1 milhões de crianças que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dizem ter asma nos EUA.

Duas vezes mais chances de readmissão para crianças expostas ao fumo

Das crianças do estudo, 17% foram readmitidas dentro de um ano, dizem os pesquisadores. Embora as taxas de exposição ao tabaco, segundo o relatado pelos pais e responsáveis, tenham totalizado 35,1%, os pesquisadores descobriram que as medidas de soro e saliva foram realmente 56,1% e 79,6%, respectivamente.

Os resultados gerais indicam que não houve correlação entre a exposição ao tabaco relatada pelos responsáveis e readmissões. No entanto, a exposição ao fumo passivo, revelada por medidas de cotinina no sangue e na saliva, foi associada a um risco de readmissão duas vezes maior para as crianças expostas ao fumo, em comparação com as não expostas.

“Tal medida de exposição à fumaça do tabaco pode ser usada para direcionar as intervenções específicas dos responsáveis nessas crianças antes da alta hospitalar”, sugere Dr. Kahn. “Várias intervenções, incluindo aconselhamento e contato com o médico de atenção primária dos pais, poderiam ser adotadas na prática clínica”, acrescenta.

Fumo passivo causa “danos irreparáveis”

A Dra. Judie Howrylak, autora principal do estudo do Hospital de Crianças Hershey, observa que 76 % das crianças do estudo utlizaram o Medicaid. “Certamente poderia haver um incentivo financeiro das companhias de seguros para ajudar aqueles que cuidam da criança a parar de fumar, em vez de pagar os custos de uma futura readmissão por asma”, diz ela .

O estudo da equipe é lançado num momento em que a American Heart Association (AHA), em resposta a um novo relatório do Surgeon General, pede mais ação contra o tabaco. A diretora da AHA Nancy Brown escreve que o relatório aponta para mais de 20 milhões de americanos que “poderiam ter vivido vidas mais longas e saudáveis, se eles nunca tivessem acendido seu primeiro cigarro”.

Sobre os efeitos do fumo passivo, ela diz: “o relatório também aponta para algo que nunca passou pela cabeça das pessoas na década de 1960 – apenas estar na mesma sala que um fumante pode causar dano irreparável. Dois milhões e meio de pessoas que morreram eram não-fumantes expostos ao fumo passivo”.

O estudo do Dr. Kahn e de seus colegas certamente dá credibilidade a essas declarações mais recentes. Ele e sua equipe também estão estudando relações entre poluição atmosférica relacionada ao tráfego e readmissão hospitalar para os asmáticos.

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Autor: Marie Ellis
Fonte: Traduzido e adaptado de Medical News Today