Droga para quimioterapia ajuda pacientes com HIV a reagirem a terapia

Tratar pacientes com HIV pela primeira vez com um medicamento de quimioterapia melhorou a sua resposta a uma técnica experimental de modificação de genes para controlar o vírus, de acordo com o Sangamo BioSciences SGMO.O.

A empresa apresentou novos dados com base em um pequeno estudo em estágio inicial de seu tratamento, o SB-728-T, na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Boston.

O New England Journal of Medicine publicou dados de um experimento anterior mostrando que a estratégia da Sangamo de modificar geneticamente as células de pessoas infectadas com o HIV pode tornar-se uma forma de controlar o vírus que causa a Aids sem o uso de medicamentos antivirais.

“A “supressão” do HIV pela Sangamo é promissora, mas ainda prematura e longe de ser uma “cura””, disse o analista da RBC Capital Markets Michael Yee, em uma nota. “Este é um estudo muito inicial para validação da tecnologia e da segurança.”

A técnica foi concebida para interromper um gene, o CCR5, utilizado pelo vírus da imunodeficiência humana para infectar as células T, as células brancas do sangue que combatem as infecções virais. Células do paciente são removidas e processadas para alterar o DNA que codifica para o receptor CCR5. As células modificadas são multiplicadas e testadas, e então reintroduzidas no paciente.

Os resultados apresentados nesta quinta-feira mostram que doses crescentes da droga de quimioterapia Citoxan, ou ciclofosfamida, antes da infusão com o SB-728-T conduziram a uma melhoria tanto no crescimento das células geneticamente modificadas como no aumento das células do sistema imunológico CD4, que de outro modo seriam um alvo para o HIV, de acordo com a Sangamo.
Autor:
OBID Fonte: Adaptao de Reuters