Alunos criam aparelho que detecta consumo de álcool em motoristas

Equipamento controla partida do veículo com teste do bafômetro. Projeto de instituto federal em Pelotas foi premiado pela Abric.

Uma possível solução para reduzir o número de acidentes após o consumo de bebidas alcoólicas partiu da criatividade de um grupo de estudantes de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul. Um equipamento controla a partida do veículo com o teste de bafômetro (veja o vídeo ao lado).

O motorista gira a chave na ignição e o equipamento pede para que ele realize o teste. O bafômetro está conectado a dois sensores, um que detecta o sopro do condutor e outro que mede a quantidade de álcool. Se ele não tiver ingerido bebida alcoólica, o motor começa dá a partida. Porém, se o condutor estiver embriagado, o veículo nem sai do lugar.

O projeto foi nomeado “Bafômetro como controle de ignição em veículos automotivos” e desenvolvido pelos estudantes do curso técnico em Eletrônica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul Rio-grandense (IFSul) Augusto Silva, Felipe Pinz e Jarbas Carriconde.

Para evitar que outra pessoa faça o teste no lugar de um motorista embriagado, o equipamento registra tudo em foto. “Começou com um projeto simples de aula. Conforme os professores foram nos estimulado, a gente teve noção da proporção que isso podia tomar”, descreveu o aluno Jarbas Carriconde.

Em 12 meses, os alunos descreveram o projeto no papel até a construção do protótipo. “É muito comum um aluno chegar aqui achando que não sabe desenvolver o projeto que ele quer idealizar e depois de um tempo o conhecimento dele numa área específica é superior ao do professor”, explicou o professor Igor Barros. “As maiores dificuldades foram na parte de sincronismo entre a máquina de controle e o aplicativo, fazer tudo funcionar corretamente”, detalhou Felipe Pinz.

O trabalho trouxe recompensa. A ideia conquistou o prêmio de excelência em iniciação científica concedido pela Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (Abric) e uma vaga para a Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia (Fenecit), a segunda maior do gênero no país, marcada para setembro, em Recife (PE).

O próximo passo é patentear a ideia e buscar empresas que queiram produzir o equipamento. “Olha, fiquei muito feliz mesmo, consagrado, de estar fazendo uma coisa que eu gosto que sirva para o bem da comunidade”, concluiu o estudante Felipe.
Fonte:CISA – Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool