Fumaça de cigarro intoxica a casa e é um risco para saúde dos bebês

O ´fumo de terceira mão´ (FTM), alvo de novas pesquisas, é arriscado principalmente para bebês: consiste no contato com as substâncias tóxicas do cigarro que ‘grudam’ em paredes, móveis e chão. Pesquisa americana revelou que o FTM provoca alterações no DNA, favorecendo o surgimento do câncer.

Após ser expelida, a nicotina passa por reações químicas e se transforma em outras substâncias tóxicas ultrafinas (NNA, NNK e NNN), que entram com facilidade no organismo por inalação, ingestão ou contato com a pele. Os cientistas do Laboratório Nacional de Laurence Berkeley descobriram que os resíduos provocam lesões e quebram as cadeias de DNA.

Como engatinham, tocam em diversas superfícies e, constantemente, levam a mão à boca, bebês são as principais vítimas. De acordo com estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os pequenos acabam ingerindo por dia cerca de 0,25g de poeira — muitas vezes contaminada —, o que é o dobro de um adulto.

“As que estão no período pré-escolar são especialmente afetadas, porque passam mais tempo em casa, têm frequência respiratória elevada e põem a mão na boca”, explica o pneumologista Alberto Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro .

Para aferir a contaminação, os pesquisadores americanos utilizaram tiras de papel que foram expostas, em uma câmara, à fumaça de cinco cigarros fumados em 20 minutos. “Fumar é ruim, mas é melhor que seja feito em lugar aberto. Assim, a fumaça não fica impregnada nos lugares”, diz Ana Helena Rissin, coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde.

No Rio de Janeiro, as pessoas que desejam parar de fumar podem procurar o Programa de Controle ao Tabagismo, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio. O serviço é gratuito e oferece desde atendimento psicológico até medicamentos para ajudar no tratamento antifumo. Informações sobre endereço de unidades de saúde, no Rio de Janeiro, podem ser obtidas pelo telefone 1746.
OBID Fonte: O Dia