Programa Educacional de Resistências às Drogas deve atender mais de 45 mil crianças este ano no Tocantins

Surgiu.com
O coordenador do Programa no Tocantins, tenente Fernando Gomes de Oliveira, destacou a importância da metodologia do programa para a conscientização da criança sobre as drogas.

Enquanto cerca de 40 mil crianças do 1° ao 7º ano do ensino fundamental foram beneficiadas com o Programa Educacional de Resistências às Drogas (Proerd) em 2013, a meta para 2014 é atingir pelo menos 45 mil estudantes – com idade entre 6 e 13 anos – em todo Estado. Desenvolvido pelo Polícia Militar (PM) dentro das escolas da rede pública estadual, municipal e particular, por meio de 14 regionais, a iniciativa tem se mostrado uma importante ferramenta de conscientização das crianças sobre os riscos e malefícios do uso de substâncias lícitas (cigarro e álcool) e ilícitas, como maconha, cocaína, crack, entre outras.

O programa, que conta com parceria da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc) e da Secretaria Estadual de Defesa Social (Seds), já atendeu desde que foi implantado no Estado em 2002, mais de 232 mil crianças. No primeiro semestre deste ano foram cerca de 200 escolas beneficiadas, sendo que somente em Palmas, por exemplo, mais de 60% das escolas já foram assistidas pelo Proerd.

O coordenador do Programa no Tocantins, tenente Fernando Gomes de Oliveira, destacou a importância da metodologia do programa para a conscientização da criança sobre as drogas. “A gente trabalha a questão de segurança pessoal, sobre elementos da vida cotidiana das crianças. Buscamos o desenvolvimento de suas habilidades sociais, ensinando o modelo de tomada de decisões, para que elas possam refletir e fazer as escolhas certas para ter uma vida mais saudável”, explicou.

Uma das escolas beneficiadas, localizada na Quadra 405 Sul, em Palmas, está recebendo os ensinamentos do Proerd, que estão sendo repassados pela instrutora sargento Cristina Bezerra. O aluno Pablo Caldeira Gomes Monteiro destaca o que aprendeu com relação às drogas com a participação no programa. “São substâncias que são efeitos de prazer, mas que duram pouco tempo e não compensam, já que não nos levam a lugar nenhum, fazem mal para a relação familiar e no trabalho, além de ter um efeito financeiro negativo”, disse.

Outro estudante, Mateus Willian Fonseca, ressaltou que além de prevenir o uso de drogas, o programa também incentiva a refletir e tomar atitudes sobre outros assuntos, como o bullying. “Aprendi que se eu presenciar alguém sendo agredido, devo procurar a professora e a diretora e contar o que está acontecendo”, afirmou.

A instrutora Sargento Cristina, que integra o Proerd há cinco anos, reforça a necessidade de uma preparação para realizar esse trabalho. “Não é um trabalho para qualquer um, tem uma seleção rígida, não pode usar nenhuma droga, lícita ou ilícita, passamos por vários cursos, mas vale a pena, já que com o que aprendo ajudo os filhos dos outros e também os meus”, garantiu.

Ela também enfatizou a satisfação em desenvolver esse trabalho de conscientização com as crianças. “A intenção é chegar primeiro, preparar as crianças para o momento da oferta da droga, para que elas, estando informadas e fortalecidas, possam dizer não às drogas”, frisou.

Sobre o Proerd

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) é a adaptação brasileira do programa norte-americano Drug Abuse Resistence Education (D.A.R.E), que surgiu em 1983. No Brasil, o programa foi implantado em 1992, pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e hoje é desenvolvido em todo o Brasil, tendo chegado ao Tocantins em 2002.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)