Legalização da maconha: será pior que o álcool

O Povo Online – Fortaleza
Precisamos deixar claro que a maconha pode causar dependência química, sim, além de riscos a saúde mental e física. Sendo assim, não deve ser de forma alguma legalizada, pois seria um atestado de burrice às gerações futuras que são a esperança de um mundo melhor.

Resultados preliminares de uma pesquisa em andamento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostram que consumidores de maconha têm performance até 30% inferior à pessoas que não a usam, em testes relacionados à capacidade de atenção, processamento de informações, abstração, organização de ideias, tomada de decisões e memória.

Em curto prazo, os efeitos comportamentais típicos dos usuários da maconha são: período inicial de euforia, perda da definição de tempo e espaço, coordenação motora diminuída, perda do equilíbrio e estabilidade postular, alteração da memória recente, falha nas funções intelectuais e cognitivas, dificuldade na comunicação oral e concentração, aumento da frequência cardíaca (taquicardia), hiperemia das conjuntivas (olhos vermelhos), entre outros.

Já em longo prazo, a extensão dos danos, bem caracterizados, se restringem ao sistema pulmonar e cardiovascular, maior risco de desenvolver câncer de pulmão, diminuição das defesas, facilitando infecções, dor de garganta e tosse crônica etc. A mulher que amamenta passa as toxinas da droga para a criança através do leite materno, pode causar lesões no feto.

Por tudo isso, como podemos liberar uma substância que vai degradar o ser humano? Sem medo de errar digo que: ela é a principal porta de entrada para outras drogas! A busca desenfreada pelo prazer faz muitas vezes o viciado ir atrás de outras drogas mais potentes.

Quando falamos em drogas temos que nos responsabilizar pela nossa parte, isto é, todos nós somos responsáveis. Infelizmente, muitos de nós somos omissos. Precisamos ter em mente que só será possível derrotar as drogas se cada um cumprir sua função.

Marisa Lobo – Psicóloga e coordenadora nacional do Maconha Não
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas