Drogas são primeiro passo para vida criminosa

Bem Paraná
“Ele é apenas uma atividade comercial de compra e venda. Mas todo o seu entorno é muito perigoso e, muitas vezes, sem volta.”

Para uma das coordenadoras nacionais da Pastoral Carcerária essa incursão feminina pelas sendas do crime é resultado do motivo que as levou às celas: as drogas. “O tráfico em si, não é violento. Ele é apenas uma atividade comercial de compra e venda. Mas todo o seu entorno é muito perigoso e, muitas vezes, sem volta”, explica Heidi Ann Cerneka, eleita dentro da Pastoral Carcerária Nacional para trabalhar a Questão da Mulher Presa.

Heidi ressalta que, infelizmente, ainda não existem estudos que evidenciem concretamente esse argumento. Com base na experiência de trabalho, Heidi coloca que é importante que se faça um trabalho sobre o resultado das prisões. “É preciso que encontremos formas para medir se essas mulheres estão sendo recuperadas ou não pelas prisões”, declara. “Será que estas mulheres que estão sendo condenadas por crimes mais pesados não foram corrompidas na prisão”, questiona.

Embora os dados retratem o cenário do sistema de dezembro de 2005 a dezembro de 2012, os números revelam uma realidade e também tendência atual. Um relatório de uma agência da ONU sobre drogas apontou que ganhou força no Brasil o consumo e o tráfico de cocaína. “Na América do Sul, o consumo e o tráfico de cocaína ficou mais notório, em especial no Brasil, por fatores como a localização geográfica e a numerosa população urbana”, diz o texto relatório anual do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), divulgado na última quinta-feira.

A publicação afirma que o consumo de cocaína se concentra na Europa, América e Oceania, mas “praticamente toda a produção mundial acontece em três países da América do Sul”. O texto afirma, porém, que “tem diminuído a disponibilidade mundial desta droga”.

A publicação aponta também que o uso de drogas no mundo está estável. O número de pessoas que usaram drogas em 2012 ficou entre 162 milhões e 324 milhões, número semelhante ao do ano anterior.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)