Vigilância aplica multas por venda de bebida alcoólica para adolescentes

Equipes fiscalizam bares e restaurantes na região de Marília (SP).
Fiscalização também coíbe o uso de cigarros em locais proibidos.
Do G1 Bauru e Marília

Vigilância tem dificuldades para fiscalizar venda de bebidas para adolescentes

A Vigilância Sanitária de Marília aplicou 21 multas em 37 cidades da região durante fiscalização para coibir a venda de bebida alcoólica para menores e quem fuma em locais proibidos. A lei mexeu com a vida de muita gente, mas a maioria dos fumantes concorda que o cigarro incomoda. Agora para as autoridades, fiscalizar menores bebendo é que é o problema.
Em 2011, a lei mexeu com a vida dos adolescentes ao proibir o acesso deles às bebidas alcoólicas, impondo multa pesada aos comerciantes. Por isso, um bar em Marília colocou avisos nas paredes e nas mesas alertando sobre as proibições. Em reuniões semanais, garçons e seguranças são orientados a ficar de olhos abertos. Mesmo assim, o dono diz que alguns clientes ainda tentam burlar a legislação.

“Com a bebida dos menores a gente tem muito rigor nisso, todo mundo fica atento, pede documentos para as pessoas que a gente acha que não tem 18 anos e a gente tem tido sucesso. Graças a Deus nunca tivemos problemas de fumante nem de bebida para menor”, conta Paulo Diniz.

A Vigilância Sanitária conta com quatro equipes que percorrem 37 cidades da região para fiscalizar bares e restaurantes. No primeiro semestre deste ano, mais de 3 mil locais foram inspecionados. E neste período foram aplicadas 21 multas. Nove delas por venda ilegal de bebida alcoólica e 12 por fumar em locais proibidos.

Para a coordenadora do setor de fiscalizações, o número de autuações não é alto, mas ela admite que é mais difícil controlar o uso de bebida alcoólica. “O uso do cigarro, a fumaça, incomoda muito a população que está ao redor. Então a própria população reclama. Então isso favorece o estabelecimento que auxilia a sua ação. No caso do álcool, o menor bebendo não incomoda a não ser que ele seja um alcóolatra. Então para o comerciário é mais difícil agir e para nós também”, explica Margarete Beloni.

Mais que cumprir o que determina a lei, quem já se adaptou a ela diz que o mais importante é ter consciência e respeitar quem está ao seu lado. Oque muitas pessoas insistem em não fazer. “A gente acaba de adaptando. Algumas vezes prefere nem sair por conta disso. Mas, se você quer está na sociedade, quer estar no meio do pessoal, tem que se acostumar, não tem jeito”, afirma a comerciante Viviane Mengato.
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas