Ligue 132 recebeu 47% dos atendimentos relacionados a cocaína e derivados em 2014

O Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Drogas, Ligue 132, atendeu a mais de 19 mil pessoas em 2014. A droga mais questionada pelos usuários até setembro desse ano foi a cocaína, com um total de 9.222 atendimentos, o que representa 47% das ligações no ano.

Em 2013, esse número que inclui também derivados da cocaína, como o crack, foi 33%. Inaugurado em 2005, Ligue 132 é um serviço do programa “Crack, é possível vencer” do Governo Federal que tem como objetivo prevenir o uso de drogas no país. O serviço funciona 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana. Para atender à demanda crescente, o Ligue 132 conta com um serviço especializado para casos de cocaína, além de outras drogas.

De acordo com a coordenadora do Ligue 132, Maristela Ferigolo, quem for buscar orientações pelo Ligue 132, tanto usuário de drogas quanto familiar de usuário, poderá encontrar atendimento personalizado. “Com profissionais capacitados, o serviço se preocupa em ouvir tanto o usuário quanto o familiar e presta aconselhamento personalizado por meio da intervenção breve motivacional estimulando-os a refletir e mudar seu comportamento-problema.”São Paulo foi o estado que mais teve atendimentos relacionados a cocaína e derivados, com 2.473 ligações, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 790 atendimentos, e Rio de Janeiro, 717.

Além da cocaína, a maconha teve um total de 5.428 questionamentos, o que representa uma queda de 48% das ligações referentes ao mesmo período do ano passado. Quanto ao álcool e tabaco, substâncias legalizadas pela lei, tiveram uma alta procura no serviço somando 15.314 atendimentos.O serviço atende 24 horas por dia, de forma sigilosa e gratuita. O Ligue 132 é uma parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e AMTEPA. Todos os atendimentos são realizados por profissionais capacitados na área da saúde e voltados para motivar o usuário abandonar o uso de drogas.
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Fonte: SENAD