Uso abusivo de maconha pode provocar mudanças no comportamento cerebral de jovens

Usuários abusivos de maconha apresentaram formas cerebrais diferentes e QI mais baixo do que os não fumantes, de acordo com um estudo publicado recentemente, o que implica um perigo potencial para jovens que abusam da droga.

A pesquisa, publicada nesta semana na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, empregou técnicas de tomografia por ressonância magnética para medir pessoas que usavam maconha em média três vezes por dia. Esses usuários tinham quantidades menores de massa cinzenta e uma maior conectividade no córtex orbitofrontal, seção associada à tomada de decisões e à resposta a recompensas. As mudanças eram mais pronunciadas nas pessoas que tinham começado a usar maconha mais cedo.

O estudo se soma a uma crescente compilação de evidências de que a maconha altera o cérebro do jovem. As pesquisas atuais indicam que o cérebro apenas atinge a maturidade entre os 25 a 30 anos de idade, e que as pessoas deveriam evitar o uso abusivo da maconha até então. Os dados abrangeram 48 usuários abusivos de maconha, com idade média de 28 anos, e 62 não fumantes do mesmo sexo e idade.

Após cerca de cinco anos usando a droga, a maior conectividade caiu, o que poderia implicar que o cérebro já não era mais capaz de compensar os efeitos negativos da maconha. Quanto mais cedo os usuários tinham iniciado o consumo, pior era o resultado.

Resultados piores

Os participantes do estudo que consumiam maconha também tiveram pontuações piores do que os não fumantes em testes de QI, embora o estudo não estabelecesse uma correlação entre esses resultados e diferenças no cérebro. O estudo também não pôde mostrar qual era o aspecto do cérebro dos participantes antes que eles iniciassem o consumo de maconha, e são necessárias mais pesquisas que possam registrar essa informação.
Autor:
OBID Fonte: Uol