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Dependência do álcool começa em casa; entenda o porquê

A Crítica
Consumo é preocupante, pois acarreta muitos problemas e tem grande influência dos pais.

A dependência e o consumo de álcool têm grande influência dos pais. Isso porque muitas vezes é dentro de casa que as crianças têm o primeiro acesso à bebida. E de uma maneira nada sutil, já que a bebida está sempre associada a momentos de alegria. Um exemplo clássico: em uma comemoração familiar, um aniversário de criança, por exemplo, encontra-se bolo, refrigerante, doces e salgadinhos. Mas não é só isso: sempre tem aquela rodinha de adultos e as latas ou garrafas de cerveja no meio. Já parou para pensar com qual imagem essa criança vai crescer?

Os pais e os adultos próximos têm grande influência em relação aos futuros hábitos dos pequenos, e é preciso estar atento a essa responsabilidade. Ao Portal Boa Vontade, a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira dos Estudos do Álcool e Outras Drogas, explicou isso: o álcool aparece no ambiente familiar com frequência. “Infelizmente, desde muito tempo os jovens e as crianças têm esse contato, fazendo com que eles aprendam – neste imaginário infantil – que o álcool faz parte da cultura, da vida e da rotina”.

Vários estudos já apontam que os pequenos repetem os comportamentos dos adultos. Logo, esse seria só mais um.

Tanto é que, diariamente, os noticiários mostram essa triste realidade. A cada dia que passa muitos jovens perdem suas vidas para o álcool. E não foi nas escolas que eles aprenderam. Não é de hoje que sabemos que o alto consumo dessa substância é muito preocupante pelos problemas pessoais e sociais envolvidos. Se isso afeta a vida de um adulto, quem dirá de um jovem, que ainda está em processo de formação, físico e também de seus valores.

Criar os filhos nos dias atuais, nos quais há imensa oferta de cigarros, bebidas e outras drogas, é um grande desafio. O educador Paiva Netto em seu livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade (Editora Elevação) alerta sobre esta grande responsabilidade delegada aos pais, na página 105: “O corpo é passageiro. Portanto, mais dia, menos dia, nós e nossos pais prestaremos contas ao Pai Celestial quanto à educação que transmitimos àqueles que nos foram confiados, filhos biológicos ou adotivos”. E prossegue: “O poder sobre os filhos não é gratuito”.

É na adolescência que, geralmente, as bebidas são apresentadas. A fase é importante para a formação de meninas e meninos e, por isso, exige maior atenção dos pais. Criar um espaço para diálogo com esses jovens é fundamental. Além dos prejuízos espirituais, o consumo de álcool nessa faixa etária pode interromper o crescimento das células normais do cérebro, especialmente nas regiões frontais, essenciais para o pensamento lógico e raciocínio. Danifica as habilidades cognitivas.

“Embora os adolescentes tenham aparência de adultos, seus cérebros ainda estão amadurecendo”, esclarece a pesquisadora Lindsay Squeglia. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra que “o consumo excessivo de bebida alcoólica na adolescência está associado a insucesso escolar, acidentes, violência e outros comportamentos de risco, como tabagismo, uso de drogas ilícitas e sexo desprotegido”.

A VIDA É MAIS QUE ISSO
O uso de qualquer droga (lícita ou ilícita) traz consequências drásticas aos adolescentes — material e espiritualmente — e também para a sociedade. A Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo esclarece que essas situações e atitudes do cotidiano vão repercutir na trajetória espiritual eterna. As escolhas do presente geram não apenas resultados imediatos, como a dor de cabeça do dia seguinte, mas também consideráveis efeitos no futuro próximo. Afinal de contas, sabemos que a existência após o fenômeno chamado “morte” não cessa, porque a vida continua em outras dimensões, e “não há morte em nenhum ponto do Universo”, como ensina o proclamador da Religião do Amor Universal, Alziro Zarur (1914-1979).

É preciso mostrar a esses jovens que há vida longe das bebidas alcoólicas. E a melhor forma de fazer isso é pelo exemplo. O Portal Boa Vontade já desmentiu cinco desculpas básicas que as pessoas usam para beber. Além disso, o uso indiscriminado da bebida é responsável por muitos afastamentos familiares, nos quais as próprias crianças são as primeiras afetadas. O consumo, mesmo que eventual, dessas substâncias, não apenas traz prejuízos à saúde física do ser humano, mas, na maior parte das vezes, afeta também os valores espirituais, morais, éticos e comportamentais, impactando a vida profissional e familiar, de quem faz o uso delas.

O nobre Doutor Bezerra de Menezes (Espírito), dentro da Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, a Quarta Revelação, a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, alerta em mensagem publicada pela revista Jesus está chegando!, edição 112: “Não permitam bebidas alcoólicas no meio de vocês. Quem deixa uma bebida alcoólica sequer no seio da família vai contra os Princípios de Deus, contra as Leis Divinas. E não adianta depois pedirem impunemente socorro, porque já atraíram espíritos ligados às manifestações piores que podem existir, com consequências diretas sobre os vasos físicos”.

De acordo com a psiquiatra Ana Cecília Marques, o trabalho deve ser de prevenção, evitar o contato e um possível vício é a forma mais eficiente de proteger crianças e jovens. Por isso, o Portal Boa Vontade lembra a todos que seu exemplo é fundamental para o desenvolvimento da garotada em um ambiente saudável e seguro.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)