Judiciário e Executivo discutem combate ao tráfico de drogas

O secretário nacional de Política sobre Drogas, Vitore Maximiano, foi a Cuiabá (MT), no dia 4 de agosto, conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Comissão Especial Sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) e discutir formas de melhorar o combate ao tráfico de drogas no estado.

De acordo com o secretário nacional, são poucos os Tribunais de Justiça no Brasil que possuem uma comissão para discutir a questão das drogas em âmbito interno com os magistrados e desembargadores, e também com toda a sociedade. “A disposição do Tribunal vem ao encontro da política que o Governo Federal vem realizando em aprofundar esse tema e construir alternativas, sobretudo a partir de mais ações de prevenção, tratamento e através de uma rede de cuidados estruturada e capacitada”, afirma Vitore.

Ele explica que a ideia é trabalhar com duas frentes de atuação. “Queremos que se tenha menos demandas por drogas ilícitas e lícitas de um lado e, de outro, que seja feita uma articulação das forças de segurança junto com o sistema de justiça para o enfrentamento ao tráfico de drogas. O resultado dessas ações articuladas e combinadas, sem duvidas, é o resultado que o Brasil espera”, salienta.

Na análise do secretário, Mato Grosso tem dado bons exemplos, a partir do Poder Judiciário e Executivo. “O Estado tem batido recorde no número de apreensões de drogas por meio de ações articuladas. Combinando essas ações, com ações de prevenção e tratamento, nós alcançaremos os resultados que todos nós desejamos”, afirma Vitore.

Sobre políticas de prevenção, Vitore Maximiano destacou o leilão eletrônico como uma das medidas previstas. “A expectativa é que até o final do ano o leilão eletrônico já esteja estruturado para a arrecadação dos bens apreendidos do tráfico de drogas e uma pronta alienação por meio da venda cautelar que poderá ser realizada pelo próprio Poder Judiciário. E a arrecadação desses valores será voltada à política de drogas desses próprios estados”, esclarece o representante.
Autor:
OBID Fonte: Com informações do TJMT