Drogas: É Melhor Prevenir

Diário de Pernambuco – Por: Zulmira Furbino
A prevenção é sempre a melhor saída. Desde a prevenção à saúde, e a questão das drogas é um problema de saúde pública, até a prevenção de acidentes, enfim, toda prevenção é positiva. Essa área de atuação fortalece a pessoa para que ela não venha à experimentar as drogas. A prevenção é como um alimento, no qual a criança recebe informações preventivas, a exemplo do conhecimento sobre os males da droga, para que saiba fazer a escolha certa: não usá-la. Essa é a melhor estratégia que o governo pode usar.
As crianças estão sendo aliciadas muito cedo. Essa realidade demanda de nós uma ação cada vez mais antecipada. Certo dia, o Doutor Drauzio Varella disse: “nós precisamos chegar junto às crianças, antes das drogas”. A prevenção é isso. Para tanto, é importante que haja um cuidado coletivo, um cuidado que envolva a família, no sentido de oferecer um bom exemplo dentro de casa, com uma conduta longe dos vícios, pois os pais são um espelho para o filho. A palavra de Deus diz no livro de Provérbios 22:6: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso, não se desviará dele. A prevenção é um ensinamento. Nessa direção, a escola pode ser uma grande parceira, pois ela tem possibilidade de ensinar de várias formas, por meio do desenho, da ´contação` de histórias, de brincadeiras.

No início do uso, a droga provoca prazer e euforia. Ela não causa dor ao usuário. Por isso, é muito difícil a pessoa buscar a libertação nesse estágio. Com o passar do tempo, o vício provoca uma dependência, tornando o tratamento difícil e oneroso. É mais barato e eficiente fazer a prevenção, do que buscar a cura. Há casos em que a pessoa pode morrer, antes de concluir o tratamento, pois o doente pode roubar, matar, se prostituir, entregar toda a sua vida ao vício. Isso tem um custo social enorme.

O tratamento consiste na retirada de informações armazenadas pela droga na mente e no coração do dependente. Esse é o grande desafio: trabalhar para liberar a mente da pessoa dessas informações sensoriais produzidas pela droga. Existem pessoas que morrem nas drogas por overdose, pela violência. Em decorrência de doenças que se aproveitam da sua fragilidade física e emocional, a exemplo do HIV/Aids, da anemia, da tuberculose.

Há muitas pessoas que chegam a perder todas as informações armazenadas na mente, suas memórias afetivas, lembranças, raízes, vínculos sociais. É por essa razão, que há muita gente vegetando por causa da droga. Há casos em que não há a menor possibilidade de fazer intervenção, pois a mente da pessoa já foi completamente consumida . Tudo o que resta à ela é vagar pelas ruas. A prevenção evita a chegada ao fundo do poço. Além disso, o seu custo é muito mais barato, do que os custos com o tratamento, pois há casos em que a pessoa para avançar na recuperação necessita de até seis internações.

Assim como no enfrentamento à qualquer epidemia, no caso das drogas, é necessário o envolvimento de todos para alcançar vitória: a família, a escola, o estado, as associações comunitárias, os clubes de mães, os grupos de escoteiros. A Polícia Militar já faz um trabalho muito importante, por meio do Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd). Assim como a droga é democrática, é oferecida aos montes por aí, as informações preventivas, as alternativas para combater esse mal também devem se tornar democráticas, devem estar presentes em todo o lugar. Todos devem erguer a bandeira “Drogas: é melhor prevenir, do que remediar!”
(Luiz Eustáquio – Vereador do Recife)