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Filhos de dependentes químicos com fatores de risco bio-psicossociais


Filhos de dependentes químicos apresentam maior risco para transtornos psiquiátricos, desenvolvimento de problemas físicos emocionais, dificuldades escolares e tendência crescente para o consumo de substâncias psicoativas. Os filhos de alcoolistas têm um risco aumentado em quatro vezes para o desenvolvimento da doença.

O artigo verificou a importância do acompanhamento de filhos de pais dependentes químicos através de uma abordagem preventiva de caráter terapêutico e reabilitador. Para tal, foi avaliada uma amostra de 63 famílias, 54 crianças e 45 adolescentes do CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio e Filhos de Dependentes Químicos), um serviço em que o paciente passa por uma avaliação clínica, social e familiar para posteriormente ser encaminhado ao psicodiagnóstico. Para a análise dessas famílias, os grupos foram separados por idade e submetidos a testes psicológicos e questionários, garantindo o anonimato e sigilo dos participantes.

Os dados da amostra demonstraram que, na maioria dos casos, a figura paterna é dependente química, com grau inferior de escolaridade quando comparados às mães, as quais são desempregadas. No caso do álcool, o estudo mostrou que aproximadamente um em cada três dependentes de álcool tem um histórico familiar de alcoolismo e a probabilidade de separação e divórcio entre os casais é aumentada em três vezes quando essa união se dá com um alcoolista.

O artigo conclui enfatizando a importância do contexto onde uma criança se desenvolve, sendo necessária uma abordagem mais específica para os filhos de dependentes químicos.
Fonte:CISA – Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool