Projeto de lei quer proibir a venda de bebidas alcoólicas para grávidas

Antes de nascer, um bebê se nutre de tudo que a mãe consome. Isto porque durante a gravidez ele está ligado à placenta, que é nutrida pelo sangue da mulher. Por isso, recomenda-se a quem está grávida evitar certos alimentos e hábitos: entre eles, o cigarro e as bebidas alcoólicas. Um projeto de lei da Assembleia Legislativa de São Paulo quer proibir até a venda de bebidas alcoólicas para mulheres grávidas.

O projeto, colocado em pauta pelo deputado Luiz Fernando (PT-SP), tem como objetivo prevenir a síndrome do alcoolismo fetal. A doença é o conjunto de sinais e sintomas apresentados pelo feto em decorrência à ingestão de álcool pela mãe durante a gravidez. Entre os sintomas encontram-se o déficit de crescimento, alterações em características faciais e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

A síndrome do alcoolismo fetal não depende apenas da ingestão de bebida durante a gestação. Em geral, o histórico de toda a vida pode aumentar o risco. Confira mais fatores de risco para a condição:

  • Consumo de álcool no primeiro trimestre da gestação
  • Início precoce da ingestão de álcool
  • Idade materna acima de 25 anos
  • História de gestação anterior com parto prematuro ou natimorto
  • Ter tido três ou mais gestações anteriores
  • Ingestão de álcool com frequência de cinco ou mais doses por ocasião e 2 ou mais vezes por semana.

Tanto no estado quanto na cidade do Rio de Janeiro, foram propostos projetos semelhantes: na Câmara, o PL 1425/2015, pelo vereador Thiago Ribeiro (PMDB-RJ) e na Assembleia Legislativa, o PL 751/2015, pelo deputado estadual Filipe Soares (DEM-RJ) .
Fonte: Minha Vida