Crianças que experimentam álcool em casa correm um grande risco: Entenda

Segundo levantamento, 43% dos pais acreditam que as crianças devem ser introduzidas ao álcool antes dos 15 anos de idade

O consumo de álcool por crianças e adolescentes pode ser uma grande preocupação para os pais. A fim de evitar comportamentos nocivos no futuro, há quem prefira liberar pequenas doses de bebidas alcoólicas para os pequenos, para que eles não se sintam tentados a experimentar o álcool por curiosidade no futuro, tornando-se alcoólatras.

Entretanto, segundo um estudo publicado no Independent, crianças que têm acesso em casa ao álcool (em idades prematuras) podem tornar-se grandes consumidoras de bebidas alcoólicas na fase adulta.

Por meio de uma campanha chamada “What’s the Harm” (em tradução livre, “qual o dano?”), cientistas estão alertando os pais para que não deixem seus filhos consumirem álcool antes dos 15 anos de idade.

Colin Shevills, diretor do Alcohol awareness group Balance, movimento que conscientiza as pessoas em relação ao consumo de álcool, vai além e afirma que nenhuma criança deveria beber antes dos 18 anos de idade. Em entrevista ao Independent, ele afirma que o consumo precoce pode afetar o desenvolvimento cerebral e causar doenças mentais.

Segundo o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente executivo do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, pais e familiares precisam assumir sua responsabilidade na formação de valores que protegem o jovem do consumo precoce e excessivo de álcool. “Não apele para sermões. O diálogo aberto e amigável constitui uma importante ferramenta na proteção dos jovens”, explica o especialista.

É importante estabelecer uma relação de parceria e confiança, explicar as consequências do uso do álcool na adolescência e estimular os jovens a ocuparem seu tempo com tarefas prazerosas e desafiadoras. Manter hábitos saudáveis em casa também faz parte das medidas protetivas.

Para Arthur, a prevenção começa na família e falar sobre o assunto contribui para que os jovens se sintam à vontade para tirar dúvidas e façam escolhas saudáveis.

Fonte: Minha Vida