Bárbara Borges luta contra o álcool. Problema cresce entre mulheres

Atriz afirma estar sóbria há quatro meses; consumo excessivo afeta 6,9% das brasileiras e está aumentando entre jovens, mais suscetíveis à dependência

A atriz Bárbara Borges, 39, a Livona da novela “Jesus”, da RecordTVdesabafou nesta segunda-feira (7) em sua conta do Instagram a luta que vem enfrentando contra o álcool e afirmou estar sóbria há quatro meses.

O consumo exagerado de álcool entre as mulheres vem crescendo nos últimos anos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre 2010 e 2016, o índice do chamado BPE (beber pesado episódico), padrão de consumo de álcool, aumentou entre as mulheres.

Esse padrão representa a ingestão de quatro ou mais doses dentro de um período de duas horas para mulheres. Esse índice passou de 5,2% no primeiro ano da pesquisa para 6,9% no último.

A atriz postou no Instagram que o álcool não “dá mais match” com ela/Instagram de Barbara Borges

Outra questão que a biomédica Erica Siu, especialista em dependência química e coordenadora do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), afirma ser preocupante é o número de meninas entre 13 e 15 anos que já tenham ingerido alguma bebida alcoólica.

Dados da pesquisa PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do IBGE) de 2015, realizada com alunos do 9º ano do ensino fundamental, mostraram que 56,1% das meninas dessa idade já experimentaram bebidas alcoólicas, contra 54,8% dos meninos.

Quanto ao consumo atual, que questiona a ingestão alcoólica nos últimos 30 dias que antecederam a pesquisa, as meninas também se destacaram, sendo 25,1% contra 22,5% dos garotos.

Erica afirma que os dados são alarmantes pois, quanto antes a pessoa experimenta bebidas alcoólicas, maiores são as chances de ela desenvolver dependência, ainda mais nessa idade. “Durante essa fase, o sistema nervoso central ainda está se desenvolvendo, e é o lugar exatamente onde o álcool atua, aumentando as chances de dependência, já que é um depressor desse sistema”, afirma.

Outra questão que a especialista destaca é o fato de as mulheres serem mais vulneráveis aos efeitos do álcool, tanto por terem menos água no corpo, deixando a substância concentrada no organismo, quanto por terem menos enzimas que metabolizam o álcool. “Essa vulnerabilidade aumenta as chances de desenvolver a dependência e expõe a consequências negativas, como o sexo desprotegido, por exemplo”, completa.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Fonte: R7