Energético e álcool: mistura pode ser perigosa para o coração

Um estudo mostrou que há risco cardíaco quando se bebe mais de 900 ml de energético, ou seja, quase quatro latas. Ao misturar com a bebida alcoólica, muitas vezes “perdemos o controle” e acabamos bebendo mais do que o indicado.

As bebidas energéticas contêm várias substâncias. As mais importantes são a cafeína e a taurina. Estudos relatam que o combo de taurina e cafeína causa aumento do trabalho cardíaco. Contudo, um novo estudo, publicado no Journal of American Heart Association, revelou que a cafeína não é a única responsável por aumentar esse risco cardíaco.

“Essa é a grande novidade. Não é só a cafeína, mas também outros ingredientes presentes no energético”, alerta a cardiologista Jaqueline Scholtz.

Muita gente ignora o aviso no rótulo dos energéticos – que eles não devem ser tomados junto com bebidas alcoólicas. Essa combinação pode ser fatal para o coração. De acordo com a cardiologista, “o álcool relaxa o nível de consciência e faz com que a pessoa queira consumir a bebida cada vez mais”.

O estudo americano mostrou que há risco cardíaco quando se bebe mais de 900 ml de energético, ou seja, quase quatro latas. Ao misturar com a bebida alcoólica, muitas vezes “perdemos o controle” e acabamos bebendo mais.

O álcool promove uma excitação e, misturado com o energético, a animação se potencializa. A estimulação em excesso pode provocar um problema cardíaco. Em casos mais extremos, a arritmia pode ser fatal.

Pessoas com pressão alta e arritmia devem evitar o consumo de energético.

Existe consumo ideal? O ideal é consumir abaixo de quatro latinhas. Alguns estudos recomendam até, no máximo, duas latas. A quantidade varia de acordo com o intervalo que o energético é consumido, e a marca do produto. Quanto mais rápido o consumo, menor deve ser o número de latinhas.

Como reduzir danos?

  1. Alternar o energético com um copo de água
  2. Os pais precisam saber que o adolescente não tem essa atitude porque é rebelde, mas porque o cérebro dele é diferente
  3. Não adianta falar para o filho: “isso faz mal”. O melhor é reforçar o lado positivo de NÃO beber
  4. É preciso combater os locais que fazem open bar, pois essa é uma forma de minimizar os danos
  5. O adolescente é como um carro que tem um acelerador grande, um freio pequeno e um tanque pequeno

Fonte: Bem Estar, G1