Tabagismo e coronavírus

O Dia Mundial Sem Tabaco — 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotado desde 1988 pelos seus Estados-Membros  para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o INCA é o responsável pela divulgação e elaboração do material técnico para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.

Em 2020, a campanha global da OMS tem como objetivo conscientizar os jovens sobre táticas de manipulação da indústria. Contudo, diante do cenário de saúde atual – com a pandemia do novo coronavírus em 2020 representando uma das maiores crises globais dos últimos tempos — o INCA optou por trabalhar a nova temática Tabagismo e coronavírus (Covid-19). Isso porque o tabagismo, também considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem papel de destaque no agravamento dessa crise.

Tabagismo e potencial risco para Covid-19

Fumantes parecem ser mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. O uso de produtos que envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça — como narguilé (cachimbo d´água) e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido) — também pode facilitar a transmissão do novo coronavírus entre seus usuários e para a comunidade.

Além disso, o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Por isso, é possível dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19 e que é um agravante da doença: devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.

Fonte:INCA – Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde