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Pare de beber e fumar ao mesmo tempo  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Revista Galileu
Estudo brasileiro descobre remédio que ajuda a atacar os dois males de uma vez só

O bar é um dos ambientes mais desestimulantes para quem quer largar o cigarro. O desejo pela nicotina vem logo na primeira cerveja e depois de mais alguns copos o sujeito já começa a relativizar a decisão de nunca mais fumar. Os alcoólatras que fumam também sofrem mais quando querem largar a bebida. Quando conseguem, têm 65% mais chance de voltar a beber do que os que não fumam. Pois um estudo realizado no Instituto de Psiquiatria da USP mostrou que talvez seja possível curar esses dois vícios num tratamento só.

A equipe descobriu que o remédio topiramato, originalmente usado para combater a enxaqueca e a epilepsia, é capaz de ajudar as pessoas a pararem de beber e fumar ao mesmo tempo. "Nossa intenção era avaliar a eficácia do medicamento no tratamento contra o alcoolismo. Entretanto, a análise mostrou também uma grande queda no tabagismo", diz o psiquiatra Danilo Baltieri.

Ele comparou o efeito do medicamento com o de outro popular remédio de combate ao alcoolismo, o naltrexone. As pílulas foram administradas a 155 homens alcoólatras, dos quais 103 eram fumantes. Oito semanas depois, 61,5% daqueles que tomaram o topiramato ainda não haviam voltado a beber. "A diferença entre os dois remédios no combate ao alcoolismo foi estatisticamente irrelevante. A grande surpresa foi quando nos debruçamos sobre o número dos cigarros", diz Danilo.

Enquanto aqueles que haviam tomado o naltrexone diminuíram em 10% o número de cigarros, os que haviam recebido o remédio contra enxaqueca passaram a consumir 40% menos. "E mesmo aqueles que não haviam demonstrado desejo de parar de fumar acabaram diminuindo", afirma Danilo. O remédio mais eficaz de combate ao tabagismo é a vareliclina — 44% dos que recebem o tratamento conseguem largar o fumo, mas não o álcool.

Apesar da novidade, o psiquiatra acha que ainda não chegou a hora do remédio ser usado. "O topiramato não pode ser considerado uma panaceia. Ainda temos que fazer muitos testes", diz. Ou seja, por enquanto, os médicos vão ter que continuar tratando de um problema por vez.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)







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