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Traficantes estariam migrando para o roubo em São Paulo  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


O coordenador de Análise e Planejamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), Túlio Kahn, vê com preocupação o aumento do número de roubos no Estado. Levantamento da SSP divulgado nesta quinta-feira aponta que este crime cresceu 4,1% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Kahn acredita que uma das causas possa ser a migração de criminosos do tráfico para o roubo.

De acordo com o levantamento da SSP, foram 2.232 roubos a mais no terceiro trimestre de 2007, em comparação com os 53.261 registrados no mesmo período de 2006. Na capital paulista, aumentou de 26.944 para 27.868, de acordo com o levantamento, que levou em conta os meses de julho, agosto e setembro.

“O caso do roubo nos preocupou um pouco porque está fora do contexto. Em geral, os números acompanham a variação da taxa de desemprego, mas o que se vê é que não há mais esse acompanhamento”, afirmou.

Kahn explicou que, normalmente, o número de roubos cresce quando a taxa de desemprego aumenta. Nos últimos meses, no entanto, o que se verificou foram taxas de desemprego negativas e taxas positivas do número de roubos.

“O que pode estar ocorrendo é a migração de outra modalidade criminal. Com o aumento das prisões e apreensões relacionadas ao tráfico de drogas, os traficantes se sentiriam ‘apertados’, migrando para o roubo”, afirmou.

Kahn ressalta, no entanto, que isso não influenciaria no número de ocorrências de tráfico de entorpecentes, que também registrou aumento. Segundo ele, o aumento de ocorrências de tráfico indica crescimento da atividade policial, por meio da repressão ao crime. As ocorrências de tráfico de drogas aumentaram 20,4%, segundo o levantamento.

Segundo Kahn, o dado mais positivo do levantamento da SSP é a diminuição de 20,8% no número de vítimas de homicídio. Ele afirmou que este é o 25º trimestre em que há redução neste tipo de crime. “A redução ocorre desde 1999”, afirmou.

Em relação à metodologia utilizada para os levantamentos, Kahn comentou que fazer a contagem de três em três meses reflete com mais clareza a real situação do crime no Estado. Isso acontece, segundo ele, porque os tipos de crime têm variação sazonal. “Variam com o calendário social: o final do ano emprega mais gente, diminuindo o roubo; o período escolar aumenta o roubo de veículo, etc”, disse.
OBID Fonte: TERRA ONLINE (com alterações)







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